top of page

“O Senhor pelejará por vós e vós vos calareis”. Êxodo 14:14

Israel vivia escravizado no Egito, porém Deus ouviu as orações do povo e os libertou, levou-os para o deserto afim de que alcançassem a Terra Prometida.

Assim também Deus resgatou a sua igreja da escravidão do mundo, e colocou-a para caminhar no deserto desta vida, rumo à Canaã Celestial (Gl.6:16)

 

Ocorre que no deserto encontramos aspectos que trazem grandes dificuldades para os que por ele caminham. Apresenta terreno árido, com terra estéril, arenosa, pedregosa,ou seja, um terreno difícil de ser tratado; é também um lugar onde há grandes contrastes na temperatura, sendo a noite muito fria e o dia muito quente, podemos observar este contraste no mundo onde muitos falam de paz, mas incitam a guerra, onde muitos dizem que amam, mas tratam com indiferença, amaldiçoam e perseguem uns aos outros. O deserto é também um lugar onde poucas coisas se modificam, a paisagem é sempre a mesma, o que gera a sensação de andar, andar e não sair do lugar. Encontramos esse mesmo aspecto no mundo, onde as pessoas mudam de casas, mudam de maridos/esposas, mudam de carro, frequentam festas, se embebedam, se drogam, buscando preencher um vazio, buscando sair da mesmice ou ter alguma esperança, contudo permanecem vazias, ocas, e desesperançosas. Outra característica do deserto é que ele é um lugar de morte, onde impera a solidão e a desolação, exigindo que alguém que já o tenha experimentado, guie as outras pessoas na sua travessia.

Deus em sua sabedoria designou Moisés a guiar o povo israelita na sua caminhada pelo deserto, com intuito de que eles não se perdessem no caminho. De igual maneira se faz a caminhada cristã, que necessita a todo o momento do auxílio de Deus para não extraviar no caminho e não se corromper no deserto, a saber: o mundo.

 

Temos ainda que o povo de Israel, enquanto caminhou no deserto, contava com a presença de Deus, que se apresentou de varias maneiras e formas, A presença de Deus era visível, vista como forma de coluna de nuvem de dia ou coluna de fogo á noite; era também percepitivel, uma vez que o povo percebia e conhecia a direção de Deus, por meio dessas nuvens que ora moviam-se, ora paravam, de acordo com a vontade do Senhor, de modo a direciona-los no caminho pelo qual precisavam passar.

Era ainda entendida, o povo precisava entender o direcionamento de Deus. Moisés como guia daquele povo, entendia e obedecia as manifestações e direcionamentos vindas por parte do Senhor e guiava o povo conforme Deus lhes ordenara.

Por fim a presença do Senhor era sentida; Assim como Moisés e o povo israelita sentia e discernia o direcionamento do Senhor, também devemos estar sensíveis a este direcionar. O cristão dever ter a sensibilidade para entender a direção que Deus tem para sua vida e esta sensibilidade só pode ser adquirida e experimentada por meio da comunhão com o Senhor, para que se consiga discernir quando o direcionamento no caminho vem de fato, de Deus.

 

Mesmo em meio a tantas maravilhas que o Senhor proporcionou ao povo e ainda grandes livramentos e milagres, como por exemplo, o maná que descia dos céus com o orvalho e alimentava toda aquela multidão, o povo por muitas vezes murmurou e se rebelou contra Deus e contra Moisés, fazendo com que a caminhada que deveria durar dias, se tornasse em 40 anos, em virtude da desobediência e da murmuração.

Moisés, no entanto, não se revoltou contra as palavras ásperas e acusações do povo israelita. Tendo ao contrário, os encorajado a guardarem a promessa de livramento do Senhor. Neste tempo as pessoas passavam por grande pressão e estavam em uma situação de difícil resolução. Chegando ao ápice de se encontrarem diante do mar Vermelho e logo atrás deles o exercito de faraó. O povo precisava de um grande livramento, necessitavam de um milagre naquele momento, que somente o Senhor poderia conceder, afim de que o nome Dele fosse glorificado. (Êx 14.30; 15.2)    

Mais uma vez Deus mostra o seu grande poder, fazendo com que o mar se abrisse, possibilitando a travessia do povo de Israel e por fim afogando e exterminando o exercito de faraó, de modo a cumprir, sobre aquele povo a promessa do Senhor, que era a libertação da escravidão e a chegada á terra prometida, mantendo a promessa de que o próprio Deus pelejaria por eles.

Ademais, Deus sempre nos levará por caminhos corretos, mesmo que nem sempre entendamos este caminho. Precisamos confiar, crer e obedecer mantendo sempre perseverança, acreditando que, no deserto da vida, Deus sempre nos guiará, protegerá e sustentará, conforme sua palavra que é imutável e infalível: “Vocês não terão que fazer nada: o Senhor lutará por vocês.Ex.14.14

Pra. Danielle Costa Quintão

bottom of page